Boas,
Hoje foi, sem sombra de dúvidas, a melhor tarde passada desde o arranque do nosso trabalho em torno do filme.

Diário de Filmagens – #4
Eram duas da tarde e já alguns marmanjos cá estavam. Vestimo-nos, metemos todo o material necessário numa mala, as armas em duas sacas pretas do lixo, por forma a passarem despercebidas, e seguimos para o local de filmagens.
Andamos pela enorme floresta durante algum tempo, em busca do local perfeito para as gravações que tínhamos em mente, já idealizadas no dia de ontem.
Na chegada, a caminhada de uns 20 minutos, debaixo do estranho sol de Agosto, fez-nos sentir suados e cansados. Com algum esforço, preparamos as coisas e atribuímos funções a cada um.

Todas as cenas correram bem. O José Pedro, o nosso fiel terrorista de “ARMAGEDDON”, teve alguma dificuldade em desempenhar o seu papel a 100%, tal como eu e o Tiago desejávamos. Foram precisas algumas explicações e exemplos de como andar e mostrar toda a expressividade nas reações/feições da cara e movimentos.
Já perto das 17h da tarde, ocorreu um acidente algo doloroso: Numa cena de pancada, em que Jason enfrenta dois terroristas, um deles é derrubado após algum contacto físico. Mais precisamente, dá-se uma grande joelhada na cabeça do bandido. Com algum azar, a arma desliza das minhas costas e acaba por embater com a ponta do seu cano, em ferro, no nariz do Filipe. O ambiente não sofreu qualquer alteração e ainda nos rimos com tudo, exemplo de toda a recompensa que é fazer coisas destas.
Já animados com o que estavamos a conseguir fazer, decidimos parar as gravações e voltar para casa, marcando o fim-de-semana como um merecido descanso. Mesmo assim, deu tempo para muita risada e lágrimas de quase todos que assistiram ao momento: O Sérgio, em jeito de brincadeira, apresentava a sua AK-47 à câmera de telemóvel, que o filmava por um acaso. Fazendo-se passar por um verdadeiro terrorista, a improvisar fora das filmagens, gritou: “Viva a AL-QAEDA!”. De seguida, imitou o movimento de disparo da arma e, sem querer, bate com o seu grande carregador de munições na testa. Cai para o chão, cobrido de risos estridentes provocados pela surpresa do momento.

O Filipe no chão, com uma enorme dor no nariz.
Chegamos alegres e estoirados ao local de partida. Arrumamos as coisas e sentamo-nos no sofá, para ver tudo aquilo que tínhamos filmado. Ainda assistimos a alguns minutos de “Morangos com Açucar”, onde gozamos com a cara dos rapazes e admiramos as raparigas: “Ai tão boa…”.
E assim se passou mais uma boa tarde. Foi diferente de todas as restantes, pela positiva. Infelizmente, e para mal dos meus pecados, ao rever as filmagens produzidas vi que existem algumas falhas, como expectadores não desejados que são facilmente descobertos na imagem. Pós-produção, ajuda-me!!!
Cumprimentos!